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PBH LANÇA EDITAL INÉDITO PARA O SETOR AUDIOVISUAL
BH na Tela é fruto de parceria com a Ancine e prevê o incentivo de R$ 1,125 milhão para produtoras independentes da cidade
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC) e do Museu da Imagem e do Som, em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), apresentou ontem aos profissionais do setor o edital BH na Tela. A iniciativa inédita é destinada às produtoras independentes de conteúdo audiovisual da cidade e prevê o incentivo de R$ 1,125 milhão para a produção de séries para televisão. A cerimônia de lançamento foi realizada no Centro de Referência da Moda, no Centro, e contou com as presenças do prefeito Marcio Lacerda, do presidente da FMC, Leônidas Oliveira, e da diretora-presidente da Ancine, Rosana Alcântara.
As inscrições para o edital são gratuitas e poderão ser feitas no período de 16 a 31 de março de 2015, diretamente na sede da FMC (Rua da Bahia, 888, Centro, 2º andar) ou postadas por Sedex até a data limite. Cada empreendedor pode inscrever somente um projeto. O edital, contendo todas as informações sobre a seleção e as fichas de inscrição, foi publicado na edição de ontem no Diário Oficial do Município (DOM) e está disponível também para consulta nos sites www.pbh.gov.br/cultura e www.bhfazcultura.pbh.gov.br.
De acordo com o prefeito Marcio Lacerda, a iniciativa é um esforço da Prefeitura de apoiar a indústria local do audiovisual. “Esta é uma oportunidade para que os profissionais tenham condições de densenvolver novos trabalhos. As produtoras independentes de Belo Horizonte já possuem um prestígio no setor, com reconhecimento e conquistas de prêmios em festivais de cinema do país e em competições internacionais. O BH na Tela estímula essa vocação. Tenho certeza que teremos bons resultados”, disse.
O edital integra a política de fomento à produção e difusão cultural e será conduzido pelo Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da FMC. Os proponentes selecionados serão beneficiados pela modalidade Incentivo Fiscal, mecanismo por meio do qual o município de Belo Horizonte pratica a renúncia fiscal em favor do incentivador de projetos de caráter artístico-cultural na cidade, e posteriormente receberão aporte do Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine.
Segundo o presidente da FMC, Leônidas Oliveira, os editais têm papel fundamental na política de audiovisual do município. “Atualmente temos dois importantes editais abertos: o de curtas metragens, que neste ano tem como tema a cultura popular e tradicional de Belo Horizonte e, agora, o BH na Tela, que apoia as produções independentes. Os dois editais juntos somam R$ 1,65 milhão. Esse valor, acrescido da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, devem elevar para mais de R$ 3 milhões o investimento no fomento ao audiovisual pela Prefeitura de Belo Horizonte, o maior da história”, afirma.
Os projetos culturais inscritos neste edital passarão por duas etapas de avaliação. Primeiramente, é feita a habilitação das propostas, quando será analisada se a documentação apresentada está de acordo com as exigências do edital. Em seguida, as propostas habilitadas passarão pela etapa de análise e julgamento, conduzida pela Comissão Municipal de Incentivo à Cultura, na qual serão avaliadas a consistência do projeto e a exequibilidade, além do impacto cultural do projeto e seu efeito multiplicador.
Para a diretora-presidente da Ancine, Rosana Alcântara, a iniciativa é muito importante para o setor audiovisual. “O BH na Tela têm regras básicas, mas combina um conjunto de demandas e de necessidades das peculiaridades locais. Acredito que com esse incentivo Belo Horizonte poderá contribuir ainda mais, de forma tão particular, como vem fazendo, para a consolidação do setor audiovisual do país”, concluiu.
Museu da Imagem e do Som
Recém-criado, o Museu da Imagem e do Som (MIS), antigo Centro de Referência Audiovisual (Avenida Álvares Cabral, 560, Centro), desenvolve uma política ampla de apoio ao universo audiovisual da cidade de Belo Horizonte, atuando em diversas frentes, da preservação à produção. Como unidade museal, tem a missão primordial de garantir o acesso aos acervos audiovisuais representativos da produção local, trabalhando na perspectiva de sua preservação, pesquisa e divulgação. Para tanto, mantém quase 70 mil itens, em reservas climatizadas, com monitoramento 24 horas.
O MIS possui uma equipe multidisciplinar formada por técnicos em museologia, conservação, história e cinema, que faz o tratamento de registros nos mais diferentes suportes: fílmicos, videográficos, fotográficos, fonográficos, tridimensionais e textuais. Todo esse acervo encontra-se disponível para consulta. O MIS amplia suas ações, com variada grade de programação que inclui exposições tanto em sua sede, como em vários centros culturais da própria cidade.